segunda-feira, 17 de março de 2014

acima da chuva.


que negócio é esse aí de ser o último e o primeiro pensamento do dia? não lembro de concordar, assinar ou pedir nada disso. "que viagem!" tu diz. menina, sempre quis paz e amor. então veja: a paz cê tem tirado e o amor não tem me dado. "nem tenho o que te falar!" - não tem, não fale. se cale. não cabe palavras pro próximo passo. se acaso o tal caso desenrola e a gente se enrola? seria engraçado. já vejo a gente saindo aos domingos: estrada, cinemas, teatros, parque, barzinho ou cantinho. escuto sua mãe dizendo: "juízo". não conte com isso, nem faço o tipo só pra impressionar. "nem cola e nem rola, desista!" insisto: quero isso! e as birras, os beijos, as manhas, as manhãs, o ciume, as crises, os risos, os te amo, a saudade (e o fim da saudade), o pecado, o errado, o incerto, o que faz palpitar, tremer e suar. "não é assim cara, o que você tá pensando?" não, não é pensamento. pensamento atraí e você comigo só se distraí. e eu me vejo obrigado a ser distração mesmo, vou sendo o que posso, enquanto o que posso é ser só um pouco - "um louco!" - ficando rouco aos poucos, gritando aos cantos e por todos os cantos que você é o que quero. apanho da vida, aprendo e supero, pois é tu que quero pra gente ser par. "menos"  só se for agonia ou melancolia. mal posso esperar na próxima vez que a gente se encontrar, prometo te abrigo e te faço meu lar. "chega, pra mim já deu - cansei de você!" bobagem, menina. cansada tu fica na cama. enquanto não para a música e a dança, por que não vem comigo e se encanta? vai que cê acha bacana? insiste em repeat. Eu sei, meu bem. isso é só um palpite, mas aceite o convite: a gente pode rolar. 

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